sábado, 17 de abril de 2021

Por que não devemos citar nomes referindo-se aos demônios?

 

Por que não devemos citar nomes referindo-se aos demônios?

 

Dentre tantas dúvidas relacionadas aos espíritos e ao que é transcendental observamos o questionamento sobre os demônios. Seria procedente aos cristãos citar nomes de demônios quando se dirigirem a alguém possesso ou quando repreender um espírito maligno de uma pessoa? Não iremos discorrer muito sobre a origem dos demônios, mas precisamos de entender que eles são: espíritos enganadores (I Rs 22:22; I Tm 4:1); desprovidos de corpos e portanto, procuram entre os seres criados lugar para habitar, (Mt 8:31,32); oprimem as pessoas cujos corpos possuem, (Mc 7:25-30); podem produzir doenças físicas, (Lc 13:16). Quanto ao citar nomes, a Bíblia não dá respaldo para tal. Mesmo porque não há necessidade, visto que nomes são dados a quem tem determinada característica específica no que tange a algo significativo de honra, o que não se aplica aos demônios. Eles são tratados apenas como espíritos imundos, enganadores, mentirosos e pervertedores das doutrinas e princípios genuínos. Ademais, seria desonroso dar nomes aos demônios, já que, quem deve ter nome reconhecido são os anjos, os justos, Cristo que é sobre todo o nome e que é o Deus Supremo que merece toda honra e todo louvor.

         Provas bíblicas contra a prática

Quando Paulo recomenda aos cristãos de Corinto a evitarem a participação na mesa dos ídolos, diz que as coisas sacrificadas a ídolo são oferecidas aos demônios. Portanto, Paulo declara que, os crentes não deveriam participar da mesa do Senhor (o pão e o cálice da comunhão) e da mesa dos demônios. (I Co 10:14-22). Logo, entendemos nesse texto que os ídolos são apenas imagem do que são os demônios. Precisamos observar as recomendações quanto aos ídolos e seus nomes, dos quais não devemos fazer citações. Deus ordenou por intermédio de Moises que não citassem nomes de outros deuses,  (Êxodo 23:13) – “E em tudo o que vos tenho dito, guardai-vos; e do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça da vossa boca.”  Ordenou ao povo a que desfizesse de todas as imagens dos deuses que encontrasse na terra prometida e apagasse o nome deles daquele ligar: (Deuteronômio 12:3) – “E derrubareis os seus altares, e quebrareis as suas estátuas, e os seus bosques queimareis a fogo, e destruireis as imagens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar.” Josué quando introduziu o povo na terra prometida ordenou que não fizesse menção do nome dos deuses que ali encontraram: (Josué 23:7) – “Para que não entreis no meio destas nações que ainda ficam convosco; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis,”.

Conclusão

Portanto, citar nomes de demônios considerando as suas obras é o mesmo que desonrar a Deus; é reverenciá-los. Devemos reconhecer apenas o nome daquele que é sobre todos. Jesus não mencionou nomes de demônios, apenas perguntou ao espírito que possuía o gadareno, e ele disse que era legião por serem muitos. Jesus ordenou que saíssem permitindo-lhes que entrassem na manada de porcos. (Mc 5:9-15). Observe que Jesus não cita nome algum ao referir-se aos demônios, mas pergunta e o espírito responde dizendo ser legião. Então, qual seria o objetivo ou fundamento de citarmos nomes de demônios quando nos dirigirmos a pessoas possessas? Apenas estaríamos honrando os demônios reconhecendo-os como alguém capaz de ter um nome ou ser significativo. Lembre-se: Jesus já triunfou sobre todos os principados e potestades, (Cl 2:15); toda a obra do Diabo foi desfeita quando Jesus ressuscitou. Agora, o que precisamos é de crer e exercer a fé quando ordenamos que qualquer pessoa seja liberta de possessão demoníaca pelo nome de Jesus. Que você possa entender que o nome de Jesus é sobre todo o nome e que, não há outro nome acima dele e, qualquer  referência a nomes atribuídos aos demônios são enganos para nos influenciar a confessarmos o mal, a considerar os espíritos malignos como seres de importante significado para nós, quando na verdade estão todos submetidos ao domínio de Cristo e de sua Igreja. Observe que Jesus disse: EM MEU NOME expulsarão os demônios (Mc 16:17,18). Portanto, o nome de Jesus é sobremodo excelente e importante que nem devemos atentar para a atribuição de quaisquer nomes dados aos espíritos malignos. Não nos importa o nome dos demônios, o que precisamos saber e reconhecer é o nome acima de todos os nomes, no céu, na terra e debaixo da terra.

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11).

terça-feira, 23 de junho de 2020

O LIVRE ARBÍTRIO

O LIVRE ARBÍTRIO

O livre arbítrio é uma teoria fomentada por muitas pessoas que acreditam na liberdade de escolha do destino por parte de cada ser. Os que acreditam na liberdade de escolha de cada pessoa, dizem que cada um tem o direito de escolher o que fazer da sua vida.
Na verdade o homem tem liberdade de atitudes e ações. Porém, todas são controladas pela soberania divina. Não quero aqui dar a entender que não ter livre arbítrio é a mesma coisa que sofrer o fatalismo.
O fatalismo é uma ideologia difundida pela qual se acredita ser impossível a intervenção humana nas circunstâncias e fatos da vida. Aceita entre os pobres que buscam na idéia de destino uma explicação para seus sofrimentos e desgraça. Outrossim, torna o indivíduo incapaz de reagir mediante a capacidade e recursos pessoais, intelectuais e físicos, levando-o ao comodismo ou tentando viver aproveitando-se do esforço alheio, tirando-lhe o direito à consideração e à estima dos outros membros da comunidade.
A idéia do fatalismo leva as pessoas a acreditarem que suas ações de nada aproveitarão, pois, as circunstâncias, acreditam, são independentes de suas ações. São também levados a crerem que fatalmente viverá na miséria a vida toda, perdem a auto-estima, e, acreditam não haver soluções para seus problemas.
Quero refutar essa ideologia. É natural a mangueira produzir mangas a laranjeira, laranjas, porém, não têm vontade própria, assim como o fogo queima o combustível involuntariamente; mas o homem é racional, dotado de capacidade de sobreviver melhor mediante a inteligência que é peculiar à humanidade. Não me refiro ao livre arbítrio no que diz respeito à vida eterna e espiritual, pois muitos que são ricos, não são fatalistas, entretanto, se não receberem a revelação e convencimento do Espírito Santo não podem ser libertos.  Mas me refiro aos que, mesmo crendo na verdade permanecem com preconceitos e ideologias mundanas.
Se o fatalismo ocorresse incondicionalmente a todos, diríamos a todos os empresários e executivos do mundo inteiro que paralisassem suas atividades e negociações; todas as indústrias cessariam suas produções e mão-de-obra; que todos os operários não saíssem de suas casas para o trabalho; que os agricultores e trabalhadores rurais não plantassem; os transportes de cargas e urbanos, navegações e transportes aéreos paralisassem; todos os profissionais liberais, os poderes legislativo, judiciário e executivo, ministros e secretários não tivessem nenhuma ação, quaisquer que fossem. Aí sim, o mundo passaria a um caos de fatalidades que geraria guerras e destruições em poucos dias, pois não poderíamos esperar que, pelo fatalismo incondicional obtivéssemos os mesmos resultados satisfatórios que ocorrem normalmente todos os dias.
As pessoas que acreditam no fatalismo não tomam atitudes quanto às circunstâncias e problemas da vida, vivem sem esperança, não têm objetivo, vivem como o irracional. No universo, o homem é um ser dotado de capacidade intelectual e criativa semelhantes ao Seu Criador, Deus.
O homem precisa, para o seu bem estar, saber o que quer, porque quer, e o que fazer para conseguir o que quer. Doutra forma o ser-humano torna-se em vão em meio à natureza que Deus criou para o homem cultivá-la e desfrutar dos seus resultados.
Há várias pessoas que defendem a teoria do livre arbítrio. Primeiro queremos definir o que significa este termo: livre arbítrio - de acordo com o dicionário da língua portuguesa significa deliberação que depende só da vontade de quem resolve, poder, que possui a vontade, de se determinar livremente.  Estas expressões nos levam a entender que, quem tem livre arbítrio é alguém que pode decidir o que vai fazer e o que vai acontecer em sua vida. Para dizer que o homem tem essa liberdade, no sentido bíblico e teológico é necessário analisar a questão passo a passo.
Primeiro - O homem foi criado para obedecer à ordem do seu Superior, Deus. Para ser livre é preciso ter poder para decidir a própria vida, e não é isso que ocorreu com o homem. Quando ainda sem a queda, o homem tinha que obedecer a Deus. Quem tem um Senhor não é livre. Ao tentar desobedecer a Deus, o homem se tornou escravo do pecado. Logo, se é escravo não tem o poder de decidir o que quer. Jesus se referindo quanto à vida espiritual do homem, disse que só é capaz de servir a um Senhor; aborrece a um e satisfaz a outro, (Mt 6.24). Incondicionalmente o homem está submetido à servidão, seja a Deus ou a outro senhor, como: o pecado, às riquezas, à carne, ao Diabo e ao mundo. De qualquer forma o homem está sob algum domínio. Logo, sempre fará a vontade de quem está submetido às ordens, se é Deus, estará sob o domínio do Espírito, se é o mundo com suas concupiscências, estará sob o domínio do príncipe deste mundo; então, onde está o livre arbítrio do homem?
É verdade que várias áreas da nossa vida são de responsabilidade da escolha pessoal, porém, quando tratamos da humanidade de um modo geral, não há razão para dizer que o homem perdido tem livre arbítrio. O próprio Jesus afirmou: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”. Está entendido que o homem sem Jesus não tem livre escolha. Não irei dissertar muito sobre este assunto, pois teria que escrever muito para o leitor entender melhor, porém lhe convido para, em poucas palavras analisar o que a Bíblia diz.  A Bíblia afirma que os que estão sem Cristo, estão mortos espiritualmente. Logo, entendemos que um morto não pode ouvir, ver, tão pouco ter vontade. Quanto ao novo nascimento, Paulo diz que “estávamos mortos em nossos delitos e pecados”, Então, “Cristo nos vivificou” , e podemos receber a fé pela graça de Deus, sendo gerados de novo. Ninguém nasce pela própria vontade, mas, da que o gerou. Leia: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. O homem só tem liberdade após ser liberto por Cristo, do contrário, está preso por Satanás e pelo pecado. O homem que está preso pelo pecado não tem liberdade de escolha, até que o Espírito o convença do pecado, da justiça, e do juízo, aí então, passa a ter liberdade de poder andar nas boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.  Eu bem sei que há os defensores do livre arbítrio, que tentam afirmar a liberdade do ser humano. Fosse assim, todos seriam salvos, pois querer a vida eterna, todos querem, porém, somente os que são libertos do pecado por Jesus Cristo, têm esse privilégio.
Segundo - Se o homem tivesse livre arbítrio, não seria necessário a Bíblia ordenar tantas vezes a que o homem subjugue seus desejos e paixões carnais ao domínio do Espírito. Nunca, em quaisquer circunstâncias o homem foi livre para decidir a própria vida. Sempre o homem está submetido a alguma autoridade. Desde a família à sua vida de cidadão está submetido a ordens e leis que é obrigado a obedecer social e moralmente. O homem tem liberdade para agir, porém esta liberdade é condicionada a princípios que regem todos em comum. Todos podem fazer o que querem da própria vida, porém, fazer o que quer exige condições que o homem deve obedecer. Tais condições não são simplesmente leis elaboradas pelas autoridades civis, mas leis que regem a vida espiritual, moral e social do homem. Por exemplo, temos as leis naturais, tais como: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Jesus perguntou aos “Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura”? (Mt 6.27).
Terceiro - Quanto à salvação, o homem está morto em seus delitos e pecados até que seja ressuscitado espiritualmente por Deus mediante a vivificação da sua Palavra. Estando morto espiritualmente, o homem não tem como escolher a salvação. Se o homem tinha livre arbítrio antes do pecado, provavelmente perdeu este ao se tornar escravo do pecado através da queda. O que é confundido com livre arbítrio é a liberdade de pensar o que quiser com o poder de executar o que se quer. Planejar e decidir o que fazer é muito fácil, mas o efetuar vem de Deus. Se o leitor não compreendeu ainda isso, medite nos textos bíblicos a seguir: "Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna". Tg 4.13-16; também  "O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos." Pv 16.9.  E outra coisa é o crente presumir que um pensamento ou plano é de sua vontade, mas pode ser do próprio Deus. "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." Fl 2.13.
Deus prova que, nem tudo o que queremos fazer conseguimos. Todos os homens, até mesmo Jesus não escaparam de estarem submissos à vontade de Deus,(Hb 5.5-8). Segundo o que Jesus falou, o homem não tem condições de decidir quanto às mínimas coisas da vida, quanto mais as necessárias, (Lc 12.25,26). Quanto às coisas espirituais, (salvação por exemplo), qualquer pessoa quer ir para o céu, mas será que vai só porque quer? Se for salvo aquele que faz a vontade de Deus, logo, onde está o livre arbítrio do homem? Mt 20.20-23; Hb 10.36; Rm 12.2; I Jo 2.17.
 
Por que o homem não tem livre arbítrio?
1.O homem não é auto-suficiente.
2.O homem não tem domínio sobre a sua própria vida, Lc 12.25,26.
3.Está submisso à lei e à autoridade superior, principalmente a Deus,
4.Não nasce nem morre pela própria vontade, sua existência não depende de si mesmo,
5.Não consegue dominar a si mesmo quanto à sua natureza pecaminosa.
6.Não faz o que quer, nem deixa de fazer o que não quer, Rm 7.15.
7.O homem que está sem Deus é escravo do pecado,
8.O homem que está em Cristo é servo de Cristo,
9.Para ser salvo o homem tem que fazer a vontade de Deus, Mc 3.35; I Jo 2.17.
10.Para ir para o inferno, ele faz a vontade do Diabo, Jo 8.44.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CAIR NO ESPÍRITO

O mais interessante não é "cair no espírito ou não", nem provar que tem poder para expulsar demônios, tão pouco quem entende ou não de teologia ou de fé, mas o que importa é o que já foi dito por alguns nos comentários, o fruto do Espírito. De que adianta fazer tantas manifestações mirabolantes se a vida não der testemunho de Cristo? Prefiro, em meio a tantas manifestações que têm aconteciso como: cair, imitar animais e dizer que é o Espírito, gritar, pular, desacordar e tantas outras manifestações que tantas pessoas e pastores dizem ser o Espírito Santo, ter o discernimento do Espírito. E é simples, basta questionarmos qual é o objetivo dessas manifestações. Há tantas pessoas dizendo ter o dom de curar, porque não vão aos hospitais esvaziá-los? Porque não vão aos leprozários? Sabe porque? Porque lá não serão vistos por ninguém. Na verdade querem ostentar poder e suposta intimidade com Deus, ao passo que a Bíblia afirma o contrário: "Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou, e durante três anos e seis meses não choveus, depois tornou a orar e Deus mandou chuva sobre a terra". Pedro e João não se permitiram ser venerados no templo quando curaram o aleijado pelo poder de Deus, mas disseram: "não foi pela nossa justiça e santidade". Portanto, eu sou testemunha viva de que, para a manifestação do poder de Deus não é preciso cair nem desmaiar, tão pouco gritar ou desacordar, pois fui curado de epilepsia há 25 anos; minha mãe foi curada de tuberculose em estado terminal há 47 anos, e não foi necessário nenhuma dessas manifestações, a única arma usada foi a fé através da oração. Só penso que, nos últimos dias o homem tem tido necessidade de ostentar poder e ser notório, enquanto que há tantos milagres que ocorrem em oculto e que só saberemos na eternidade quando as pessoas receberão galardão por terem enaltecido única e exclusivamente o nome de Jesus que é sobre todo o nome. Fica aqui as minhas poucas palavras de protesto a essas supostas manifestações nas quais não percebo virtudes espirituais, mas técnicas para impressionar as pessoas. Deus nos guarde debaixo da egédia da sua palavra! Pr. Samuel Silva

sábado, 15 de março de 2014

Notícias














quinta-feira, 6 de março de 2014

MUNDO CRISTÃO

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O inferno e Lago de Fogo é a mesma coisa?


O inferno e o lago de fogo são lugares completamente distintos. Há uma interpretação errônea quanto esses dois lugares por parte de pessoas ingênuas e leigas. Por questões de hábitos religiosos, a palavra "inferno" tem virado um chavão. Essa palavra se tornou algo tão comum entre os crente que, como ocorre com outras palavras, seus legítimos significados literais se perdem no decorrer do tempo e por falta de uma genuína interpretação. Vamos ao significado real da palavra: Uma palavra antiga, principalmente se tratando da Bíblia, deve ser pesquisado o seu significado literal nos tempos em que ela era usada. Segundo as regras de interpretação, as palavras literais mudam seu significado no decorrer dos tempos. Já os símbolos não, eles continuam tendo os mesmos significados de quando foram descritos. Nos tempos histórico da Bíblia a maioria das palavras tinham sentidos e significados diferentes dos tempos hodiernos. No caso específico das palavras inferno e o lago de fogo, vamos estudá-las separadamente porque são distintas, não significam a mesma coisa. Inferno - Essa palavra vem de duas raízes idiomáticas: hebraico "sheol"; grego "hades". Nos dois idiomas o significado é o mesmo: habitação das almas dos mortos. A origem do termo inferno é latina: infernum, que significa "as profundezas" ou o "mundo inferior". Na mitologia grega "hades" é o deus dos infernos, chefe da habitação dos mortos Qual é então o sentido bíblico da palavra inferno? Há textos bíblicos onde a mesma palavra tem conotações diferentes. O mesmo ocorre com as palavras: "mundo, século, amor, etc"... O inferno propriamente dito é o lugar onde jaz as almas de todos os mortos, como apresenta a história narrada por Jesus em Lucas 16.19-31; porém, havia um abismo que separava os salvos dos ímpios. Quando Jesus ressuscitou, levou com ele as almas dos que estavam cativos no seio de Abraão. Agora, os que morrem em Cristo, estão presentes com Ele. Entretanto, a diferença entre o inferno (hades, sheol) do lago de fogo (Geena), é que, as almas dos que morrem com Cristo estão aguardando a redenção do corpo ( o inferno é apenas a habitação das almas dos que morreram e aguardam a ressurreição para o julgamento e redenção do corpo: (Romanos 8:23) - E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porém, os ímpios aguardam o julgamento e consequente condenação eterna, os quais serão lançados no "lago de fogo". Aqui está a diferença, pois o Apocalipse registra que a morte e o inferno (hades, sheol), habitação da almas dos mortos, serão lançados no lago de fogo: (Apocalipse 20:14) - E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Portanto, o inferno que é a habitação das almas dos mortos deixará de existir na terra, pois tanto a morte como a sua habitação (sheol, hades, inferno) serão lançados fora da terra, no lago de fogo, assim como o lixo era queimado fora dos muros de Jerusalém Geena (do hebraico גֵיא בֶן-הִנֹּם, transl. Geh Ben-Hinom, literalmente "Vale de Hinom") é um vale em torno da Cidade Antiga de Jerusalém, e que veio a tornar-se um depósito onde o lixo era incinerado. Atualmente é conhecido como Uádi er-Rababi. Esta palavra grega surge doze vezes no texto bíblico, nos seguintes locais: • Mateus 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33 • Marcos 9:43, 45, 47 • Lucas 12:5 • Tiago 3:6 Geena refere-se ao vale de Hinom, fora das muralhas de Jerusalém. Este vale era usado como depósito de lixo, onde se lançavam os cadáveres de pessoas que eram consideradas indignas, restos de animais, e toda outra espécie de imundície. Usava-se enxofre para manter o fogo aceso e queimar o lixo. Jesus usou este vale como símbolo da destruição eterna. (Marcos 9:44) -" Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga". O VALE DE HINOM ATUALMENTE (GEENA) O Lago de fogo e exofre do qual Jesus se refere, era uma alusão a esse vale que era utilizado para queimar o lixo da Cidade, e que, para que o fogo não se apagasse, era usado enxofre, dando sentido assim ao castigo eterno dos ímpios onde sofrerão eternamente. Infelizmente os crente usam os termos erroneamente , pois não há uma definição correta dos termos. Um é o lago de fogo, outro é o inferno como já descrevemos anteriormente.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

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