quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MISSÕES

MISSIOLOGIA

Introdução

Missiologia é o estudo de conteúdos que envolvem a missão de anunciar o Evangelho ao mundo. Não está restrita apenas à missão espiritual, mas de abranger todas as áreas da vida e necessidades humanas. Portanto, missão, no sentido restrito de pregar o Evangelho, está intimamente ligada às necessidades físicas e espirituais do ser humano. Esses exemplos observamos na vida dos homens que foram comissionados a anunciar a Palavra de Deus desde os tempos antigos até aos tempos hodiernos. Se não fora assim, a missão seria incompleta. Não se pode cumprir a missão de pregar o Evangelho dando apenas o suplemento espiritual. Por isso, Tiago diz: Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.” (Tg 2.14-17). A missão de pregar o evangelho compreende vários fatores que são as necessidades humanas para o reencontro com o reino de Deus.

Missões no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, pessoas foram convocadas pelo próprio Deus para denunciarem o pecado, chamar o povo para o arrependimento e anunciarem a provisão divina para a salvação do homem testemunhando assim de Deus entre os homens. O principal motivo pelo qual Deus chamara os patriarcas e profetas foi o de anunciar a providência divina da salvação e convencer ao homem a aceitá-la.

As pessoas foram convocadas pelo próprio Deus para a missão de apregoar a boas novas de salvação. Começando por Abraão passando pelos profetas e apóstolos, em todas as chamadas para o cumprimento da missão de pregar a palavra de Deus, Ele faz a chamada específica ao homem e lhe dar diretrizes para cumpri-la.

A história do profeta Jonas lembra-nos a incumbência de cumprir a missão de pregar o Evangelho. E é exatamente em meio às crises espirituais, sociais e políticas que Deus envia pessoas com a missão de apregoar a Sua Palavra convocando ao arrependimento e expondo as suas promessas. O fato de Deus enviar os profetas e mensageiros em tempos difíceis justifica a misericórdia e a graça de Deus. A primeira pelo fato de Deus saber que o homem não é capaz de, por si só, sair do seu estado pecaminoso; a segunda, a manifestação graciosa de Deus com suas promessas para tirar o homem do pecado. Embora, às vezes, haja negligência por parte daqueles que são incumbidos da missão ou por parte dos que ouvem a mensagem de salvação, Deus pode suscitar os Seus, dos lugares mais terríveis e impossíveis aos olhos humanos: porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.” (Mt 3.9). Nem mesmo a promiscuidade e o gênero pecaminoso, não impedem a Deus de realizar a Sua obra. Lembra-se de Raabe, a meretriz, de quem descendeu Jesus? E de Jefté, filho de uma prostituta, o qual venceu os amonitas e julgou a Israel durante seis anos?

Jonas tinha razão em rejeitar a missão de pregar aos ninivitas. Mas Deus queria mostrar que a missão era de Jonas, porém a conversão seria Deus que iria operar no meio de um povo ímpio e mudar-lhe o coração. Temos de obedecer a ordem de Cristo: “ide e pregai”. A conversão, porém, fica aos cuidados do Espírito Santo que convence do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 16.8).

Objetivos da missão

  1. Testemunhar de Cristo.
  2. Contribuir para o crescimento do reino de Deus.
  3. Ganhar almas para Cristo.

Testemunhando de Cristo

O crescimento da Igreja

Deus salva a quem o Seu Espírito convence do pecado, da justiça e do juízo. Porém, a contribuição pessoal e coletiva dos crentes é importante para o desenvolvimento do reino de Deus. Podemos ver a Igreja sob dois aspectos e em duas naturezas: a Igreja de Cristo é universal porque é composta de povos, línguas e nações do mundo todo, (Ap 5.9). A igreja local é um grupo de pessoas que creram no Evangelho, e para isso compartilham e comungam da mesma fé através de assembléias realizadas em um local específico. Esta depende administrativamente de uma organização, registro, estatuto, ordenanças, etc. Já a Igreja de Cristo é universal e, portanto um organismo espiritual. Esta não depende de estatuto nem de ordenança alguma, ela é regida pelo Espírito Santo que, através do Seu conhecimento de cada um, dirigi-os como quer. É interessante observarmos estes aspectos para não fazermos julgamento injusto. Por exemplo, um dos malfeitores que foram crucificados com Cristo, se arrependeu. Mesmo não participando de qualquer organização eclesiástica terrena, recebeu a salvação confirmada pelo próprio Salvador: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).

A igreja local precisa espelhar a Igreja Universal que é submissa a seu Senhor, dependente dEle e herdeira das bênçãos espirituais em Cristo. Se alguma igreja não se identifica com tais características, não pode ser considerada como tal.

Para o crescimento da igreja local, são necessários alguns fatores indispensáveis:

  1. Evangelização,
  2. Integração,
  3. Comissão,

Evangelização

A igreja precisa testemunhar de Cristo anunciando o Evangelho.

Integração

Os crentes da igreja local devem ser preparados para interagir com os novos crentes. Este fator envolve o serviço cristão, pois é o discipulado que integra os novos crentes ao padrão moral e espiritual da igreja. Não basta evangelizar. Há igrejas cheias de crentes com vícios, manias e superstições mundanas. Isso impede o crescimento pessoal e o testemunho a outras pessoas. Portanto, a consumação da libertação total da pessoa consiste em estar totalmente livre dessas práticas. Após ter sido liberta, a pessoa deve aprender a realizar o mesmo com outras pessoas. Se a pessoa, após ter deixado o mundo, passar a participar somente dos cultos litúrgicos da igreja sem nenhuma tarefa que a envolva no reino de Deus, ela passa a viver entediada, ociosa e sem objetivo. Jesus disse aos seus discípulos: “... eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça... (João 15:16). O discipulado é para que os discípulos se tornem elementos multiplicadores do reino de Deus. A falta do discipulado produz crentes sem razão de ser, sem motivo para participar da igreja. Participar de quê? Fazer o quê? Sentar nos bancos aos domingos e assistir cultos (que na maioria das igrejas atuais parecem mais shows do que cultos)? Para tentar superar esta anomalia das igrejas atuais, aparecem os “invencionismos”: pastores ensinando capoeira, ministério da dança, funk gospel, pagode gospel, etc. Isto para ocupar a mente das pessoas com mazelas, pois não estão integradas no reino. A desculpa é aparentemente justificada com o texto do apóstolo Paulo que diz: Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (I Corintios 9:22). É importante ressaltar que a interpretação deste texto não quer dizer que temos que praticar as mesmas obras ou atos pecaminosos do mundo para ganhá-los.

Comissão

A implantação de novas congregações e o desenvolvimento espiritual e social deve ser o objetivo da igreja. Uma igreja que não motiva o crescimento do campo missionário fica entediada e fadada ao fracasso. Quando uma igreja local motiva o serviço cristão se multiplica através do aumento indispensável tanto em número quanto em qualidade dos seus membros.





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